Acabada a pregação encaminhou-se o capitão, com todos nós, para os barcos, com nossa bandeira alta. Embarcamos e fomos indo todos em direção a terra para passarmos ao longo por onde eles estavam indo na dianteira, por ordem do capitão, Bartolomeu Dias em seu barco, com um pau de uma canoa que o mar levara, para entregar a eles. E nós todos atrás dele, a uma curta distância.
Como viram o barco de Bartolomeu Dias, chegaram logo todos a água, entrando no mar até onde podiam alcançar os pés na areia. Acenaram-lhes que colocassem os arcos na terra e muitos deles logo colocaram e outros não.
Andava lá um que falava muito aos outros, que se afastassem. Este andava com arcos e setas, todo colorido com tinta vermelha pelos peitos e costas e resto do corpo. A tinta era tão forte que não saia mesmo quando ele entrava na água. Saiu um homem do barco de Bartolomeu Dias e andava no meio deles, sem implicarem com ele, e sem intenção de machucá-lo. Apenas lhe davam vasilhas com água e acenavam aos barcos que saíssem de terra. Com isto Bartolomeu Dias se voltou pra o capitão. E voltamos aos barcos, comemos, tocamos trombetas e gaitas, sem os mais constranger. Eles tornaram se a sentar na praia, e assim por então ficaram.
E nesta ilhota, onde fomos ouvir missa e sermão, espalhava muita água e aparece na beira muito cascalho de conchas do mar. Enquanto lá estávamos alguns foram pegar mariscos e não acharam. Mas encontraram camarões grandes e muitos grossos. E depois veio todos comer.
E entre muitas falas que sobre o caso se fizeram, por todos ou a maior parte, que seria muito bem.e nisto todos concordaram. E logo que a resolução foi tomada, perguntou mais se seria bem tomar por forca um pra destes homens para mandar a vossa alteza, deixando aqui em lugar deles outros dois destes degredados.




